Alunos aprendem sobre reciclagem de lixo e sua importância na
prevenção da dengue
12.12.2007
Julia Zanolli
colaboração Vanessa Haddad

Dinâmica de encerramento
Os jovens doutores de Tatuí aprenderam sobre mais um tema importante
para a saúde brasileira: a prevenção da dengue. No último dia 1º,
sábado, ocorreu mais um evento do Projeto Jovem Doutor na cidade, no
qual alunos de ensino médio aprenderam sobre a importância de prevenir e
combater uma doença que mata cerca de vinte mil pessoas por ano no mundo
todo. Os alunos do ensino médio de Tatuí também passaram pela
certificação de conhecimentos do módulo anterior do Projeto, sobre
lombalgia e atividade física. O encontro foi organizado por professores,
especialistas e universitários da USP, integrantes do Projeto Jovem
Doutor.
A equipe de combate à dengue do município estava presente e
compartilhou com os estudantes suas experiências diárias, além de
propiciar aos alunos um contato direto com larvas e mosquitos presos em
criadouros.
O lixo e a dengue
O mosquito da dengue é combatido destruindo-se os objetos que
acumulam água parada, como pneus, garrafas e latas. Entretanto,
freqüentemente esse material não é descartado da maneira correta, indo
para lixões a céu aberto ou em terrenos baldios, locais propícios para a
procriação do mosquito.
Pensando nisso a USP Júnior- uma instituição sem fins lucrativos
formada exclusivamente por alunos de graduação que presta serviços e
participa de projetos sociais- em parceria com o Projeto Jovem Doutor
iniciou uma abordagem sobre reciclagem de lixo, para que os alunos do
ensino médio criem a consciência da importância dessa iniciativa no
combate à dengue.
Após a exposição de possibilidades para o reaproveitamento do lixo,
alunos de Tatuí se interessaram bastante pelo assunto e já mostraram
suas idéias: “Vou ver quais empresas compram lixo aqui em Tatuí. Podemos
juntar o lixo das escolas e vendê-lo!”, disse uma aluna, empolgada com a
novidade.
Para Débora Mácea, fisioterapeuta e coordenadora de Estratégias de
Empreendedorismo Universitário da Disciplina de Telemedicina da FMUSP,
apenas cobrir pneus e garrafas não resolve. “É necessário dar um destino
certo ao lixo e aproveitar o que é possível. Só assim teremos uma
prevenção eficaz da dengue e de outras doenças, além de garantir a renda
de pessoas que trabalham com lixo”. Ela ressalta que o envolvimento dos
participantes do Jovem Doutor é fundamental.
“O que é lixo para alguns pode ser útil para os outros e gerar renda.
Esse dinheiro pode ser investido no Jovem Doutor e auxiliar na
sustentabilidade do Projeto”, diz Philippe Hawlitschek, aluno da
Medicina Júnior (empresa de consultoria dos alunos da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo) e responsável pelo projeto social
sobre reciclagem de lixo na Vila Dalva.
“É muito gratificante ver consciência e iniciativa dos estudantes em
desenvolver um plano de sustentabilidade que promove o bem-estar da
comunidade, aliado à preservação do meio ambiente”, afirma o professor
Chao Lung Wen, médico e idealizador do Projeto. “Isto é o espírito do
Jovem Doutor e do empreendedorismo estudantil, que nos dá mais convicção
da importância de estimular os talentos estudantis a desenvolverem um
verdadeiro valor de cidadania”, conclui.
Ambiente Interativo de Aprendizagem
Começou a ser implantado em Tatuí o Ambiente Interativo de
Aprendizagem (AIA) da cidade. É um museu digital que foi doado pelo
Projeto para contribuir com a transmissão de conhecimento, saúde e
cultura através de uma estrutura que alia recursos digitais a cenários
físicos. Fazem parte do AIA vídeos educativos que utilizam o Homem
Virtual como objeto de aprendizagem para explicar de uma maneira
didática temas como doenças sexualmente transmissíveis, câncer de pele,
hanseníase, entre outros. A equipe do Jovem Doutor já visitou o local
onde funcionará o AIA, que também abrigará a nova biblioteca da cidade.
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