Jovem Doutor implanta seu primeiro Laboratório de Reaproveitamento e Reciclagem
11.10.2008
Vanessa Portes e *Ana Carolina Nunes

Em clima de alegria e celebração, os “Jovens Doutores”
cortam o laço de inauguração do laboratório

Prof. Chao parabeniza a aluna Laís Alves, uma das
autoras da reportagem sobre a oficina de
reciclagem realizada pelo Projeto
O Projeto Jovem Doutor na Vila Dalva teve, no dia 11 de outubro, a inauguração de seu primeiro Laboratório de Reaproveitamento e Reciclagem na Escola Municipal Silva Braga. Na ocasião, discutiram-se os próximos passos do Projeto na comunidade da cidade de São Paulo Vila Dalva e os alunos mostraram os objetos que haviam produzido a partir do lixo reciclado.
A sala que abriga hoje o laboratório era antes um depósito de móveis e materiais inservíveis para a escola. O lixo, que tomava quase toda a sala, foi retirado e uma arquibancada para a realização de oficinas e atividades foi construída. A sala foi pintada e, posteriormente, os próprios alunos participantes do Projeto a decoraram com pufes e brinquedos que eles mesmos produziram a partir das oficinas de reciclagem e preservação do meio ambiente.
Estiveram presentes no evento o professor emérito da FMUSP György Miklos Böhm; o idealizador do Projeto, o professor Chao Lung Wen; Emilio Celso, que é o diretor da Escola; além de estudantes universitários da FMUSP e da equipe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade.
Os participantes apontaram a intenção de ampliar o Projeto na comunidade, envolvendo mais alunos e convidando também os professores a colaborarem. O Prof. Chao afirmou que, no próximo ano, cada aluno envolvido no Projeto receberá também um avental branco, como já acontece no Jovem Doutor Tatuí e também nas cidades de Manaus e Parintins.
Uma nova fase
No fim do evento, as crianças em clima de festa cortaram o laço de inauguração do laboratório. “O laço representa o inicio de uma nova etapa para o Jovem Doutor na Vila Dalva”, aponta o professor Chao.
O professor Böhm elogiou a iniciativa do Projeto na Vila Dalva: “É uma via extraordinária pela qual trafegam informações do ensino superior fertilizando tudo até chegar ao povo em geral”. Ele também ressaltou a importância do Projeto no processo de construção do conhecimento pelos jovens: “O Jovem Doutor oferece matérias adicionais importantes que só a prática cotidiana permite assimilar e aprender: higiene, proteção da saúde, respeito ao ambiente em que se vive e, principalmente, como dar um rumo às vidas desses jovens que conduza a um futuro melhor”.
O diretor da escola destacou o ganho da instituição com a implantação do Projeto. “A escola, assim como qualquer outra, tem uma estrutura muito rígida de horários e obrigações, o que muitas vezes afasta os alunos. O Projeto estimula o aprendizado das disciplinas curriculares assim como de outras, trazendo alunos e comunidade para dentro da escola”.
Os alunos receberam uma máquina de triturar isopor para ser usada nos trabalhos de reciclagem. Dentro de uma semana, eles também ganharão um kit do Homem Virtual (um projeto também da Disciplina de Telemedicina da FMUSP) que permitirá que um Espaço Cultural Digital seja instalado na escola, possibilitando a vivencia do aprendizado em saúde.
O professor Chao parabenizou as alunas Luana Souza e Laís Alves, que escreveram uma reportagem sobre uma das oficinas realizadas pelo Projeto e ressaltou a importância da iniciativa dos alunos e do trabalho com a Comunicação para o registro da história do Jovem Doutor na comunidade. Ele disse também que uma máquina fotográfica será doada à escola, assim os próprios alunos poderão registrar as mudanças provocadas pelo Projeto na Escola, na comunidade e em suas vidas.
“O propósito do Projeto é o trabalho conjunto com a escola, florescendo novos valores nos alunos”, disse o Prof. Chao.

Alunos dão último toque na decoração da sala,
feita a partir de materiais reciclados, antes do inicio
da cerimônia de inauguração do laboratório

Prof. György Miklos Böhm autografa livros,
dados aos alunos do Projeto, com o discurso
que pronunciou no evento
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*Ana Carolina Nunes é estudante de jornalismo da Empresa Júnior da Escola
de Comunicação e Arte da USP e integra a Oficina de Comunicação do Projeto Jovem
Doutor na Vila Dalva.
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