Projetos desenvolvidos pela Telemedicina são apresentados na Europa
18.12.2008
Micheline Galvão

A pesquisadora Celina na entrada do evento

Rosangela S. Gundim (segunda à esquerda)
na mesa diretora do evento

Pesquisadoras da USP reunidas no
Telemed & eHealth 2008. Rosangela S. Gundim,
Débora Ferrari, Celina Pereira e Débora Macéa.
Três pesquisadoras da Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) tiveram seus trabalhos aprovados para apresentação em um dos mais importantes encontros de Telemedicina da Europa: o Telemed & eHealth 2008.
O evento aconteceu nos dias 24 e 25 de novembro, na sede da Sociedade Real de Medicina (Royal Society of Medicine), em Londres.
No primeiro dia, a fisioterapeuta Débora Duarte Macéa, mestranda em Fisiologia pela USP, falou sobre o projeto Jovem Doutor para representantes da Inglaterra, Holanda, África, Índia e de outros países do mundo.
O assunto despertou a curiosidade do público, por se tratar de um projeto que usa tecnologias de baixo custo para a promoção da melhoria da qualidade de vida da população, diferentemente dos outros trabalhos apresentados pela maioria dos participantes. "Estar em um congresso em que a maioria dos trabalhos apenas discute a tecnologia em desenvolvimento para uso na Telemedicina e ser um dos poucos locais a mostrar conceitos de educação e de atenção primária com o auxílio das tecnologias fortalece a Disciplina de Telemedicina da FMUSP como um dos principais centros de Telessaúde do mundo", afirma Débora Macéa.
Já no dia 25 de novembro, aconteceram as apresentações da psicóloga Celina Pereira e da economista Rosângela Simões Gundim.
Celina falou sobre o "Modelo de Teleducação Interativa baseado em Motivação para Prevenção ao Abuso do Álcool". O projeto foi criado na escola municipal Silva Braga, na capital paulista, onde é desenvolvido o Jovem Doutor, e tem o objetivo de envolver os jovens de uma comunidade carente na elaboração de um jogo baseado em técnicas teatrais com conceitos essenciais sobre alcoolismo e prevenção.
"É extremamente gratificante desenvolver um modelo no qual, pelo envolvimento de dinâmicas teatrais com os recursos da telemedicina, conseguimos atingir proativamente o jovem, que passa a agir sobre o seu processo de sensibilização e aprendizado. Atividades com esse caráter proativo, coordenadas por profissional especializado na área, vêm reforçar a eficiência da telemedicina e da educação a distância, que podem ser estendidas, em nível nacional, com garantia da qualidade das ações desenvolvidas", destaca a psicóloga.
O evento foi encerrado com a apresentação de Rosangela Simões Gundim, que está concluindo seu doutorado em Ciências da Saúde, com foco na gestão de centros de telemedicina e telessaúde, pela FMUSP. Ela falou sobre os fatores determinantes para a sustentabilidade de Centros de Telemedicina a partir da experiência de Centros Brasileiros.
"Meu projeto é uma contribuição inicial para toda uma linha de pesquisa sobre a sustentabilidade da telemedicina e telessaúde, começando pela 'saúde' dos centros de telemedicina estudados, por meio da identificação de fatores determinantes, os quais devem ser considerados de acordo com o tempo de implantação e com a maturidade da instituição. Poder apresentar e discutir esse tema com profissionais de outros países foi uma experiência única, demonstra que estamos antenados com o contexto internacional.", conclui Rosângela S. Gundim.
Os três trabalhos serão publicados em forma de artigo científico no "Journal of Telemedicine and Telecare", no primeiro semestre de 2009.
|